Sibratec
A Rede Mineira de Extensão Tecnológica faz parte do Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC), que foi criado em 2007 para atender as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo do governo federal. Em âmbito estadual, encontra-se inserida nas áreas de resultados: Inovação, Tecnologia e Qualidade e de Investimento e Valor Agregado da Produção e nos projetos estruturadores: Inserção competitiva das empresas mineiras no mercado internacional, APLs, Rede de Inovação Tecnológica e Certifica Minas.
Nossos clientes potenciais são empresas, cooperativas e outras entidades legalmente constituídas e com processo produtivo operante. Neste universo estão inclusas as MPMEs (micro, pequenas e médias empresas).
Os atendimentos realizados pela REDE são focados na solução de pequenos problemas e/ou gargalos tecnológicos em duas modalidades:
• Adequação de Produto para o Mercado Externo: SIBRATEC/PROGEX
• Atendimento Tecnológico por meio de Unidade Móvel: SIBRATEC/PRUMO
No caso da modalidade SIBRATEC/PROGEX, o atendimento é sempre orientado no sentido de criar uma solução para um problema tecnológico ou de gestão associado a um produto específico e/ou processo, com foco em um mercado externo que já tenha sido prospectado pela empresa cliente. No processo de adequação, há ações que têm a característica de serem aplicáveis tanto para o mercado interno quanto para o externo, como por exemplo:
• Melhoria da qualidade dos produtos;
• Aumento da eficiência no processo produtivo;
• Desenvolvimento de embalagens adequadas tanto aos meios de transporte disponíveis quanto às necessidades legais e ou comerciais e
• Aumento da competitividade do produto pela alteração do seu design.
Entretanto, algumas das ações são orientadas no sentido de buscar o atendimento a requisitos do mercado externo, pelo cumprimento, por exemplo, de exigências legais de cunho tecnológico, tais como:
• Atendimento às exigências estabelecidas pela União Européia, destacando-se a necessidade de aposição da Marca CE, necessidade de atendimento a legislações ambientais específicas tais como a RoHS, etc.;
• Geração de documentação tecnológica para a certificação de produtos;
• Necessidade de demonstração de conformidade de produtos com normas técnicas internacionais tais como as ISO, IEC, EN, etc.;
• Necessidade de qualificação técnica de produtos visando ao atendimento às exigências de clientes específicos, etc. e
• Avaliação de manuais técnicos de produtos frente a normas técnicas internacionais e regulamentos específicos.
Etapas básicas do atendimento:
• Avaliação da capacidade produtiva da empresa;
• Identificação dos regulamentos e exigências técnicas do mercado-alvo;
• Diagnóstico das necessidades de melhorias;
• Priorização das intervenções e definição de um plano de ação;
• Implantação das melhorias por meio de: consultorias, treinamentos operacionais para repasse de novos conhecimentos, análises e testes laboratoriais, dentre outros serviços técnicos especializados.
Recursos financeiros envolvidos:
Para cada projeto desenvolvido, a Rede aporta subsídios no valor de R$ 15.000,00 e a empresa contribui com uma contrapartida de R$ 4.500,00, totalizando R$19.500,00 (dezenove mil e quinhentos reais). Deste total, R$15.000,00 (quinze mil reais) são aplicados na contratação dos serviços técnicos especializados necessários às adequações previstas e R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) são utilizados para cobrir despesas relacionadas à execução das demais atividades do referido projeto.
Contratação de empresas especializadas, mediante cotação prévia de preços:
De acordo com o estabelecido na Portaria Interministerial MP/MS/MCT Nº127/2008, o processo de contratação requer a análise de no mínimo 3 (três) propostas, sendo selecionada a mais vantajosa em termos técnicos e não necessariamente a mais barata. As empresas prestadoras de serviço devem apresentar suas propostas de acordo com o Termo de Referencia a ser divulgado pelo CETEC, SEBRAE, RMI, etc. e com as normas de contratação estabelecidas pela REDE.
Como participar:
O primeiro passo consiste no envio de uma carta de intenção ao CETEC, onde a empresa define produto, com respectivo NCM e mercado externo pretendido. Posteriormente são iniciadas as trocas de informações para identificação das necessidades de adequação e elaboração do plano de trabalho. A oficialização da participação da EMPRESA CLIENTE se dá por intermédio de contrato a ser firmado com a RMI/Rede Mineira de Inovação, gestora financeira da Rede Mineira de Extensão Tecnológica.